Poucas palavras

Sejam bem Vindos!

Espero que encontrem um pouco de conforto, talvez satisfação ou apenas passem um pouco de tempo distraídos com algumas poesias, contos, crônicas e pensamentos, pequenas reflexões contemporâneas, do pretérito e de um futuro que já passou e que ainda virá. O que realmente importa é que a arte é libertadora e nos acompanhará por toda nossa existência.

Sou Professor de Português e Literatura, Graduado em Letras pela UFMG, e espero com o tempo ir tentando dar sentimentos a estas simples e leves palavras.

Por favor, fiquem à vontade para opinar, sugerir e criticar. Saibam que estou aberto a observações, assim poderei ir melhorando ….

Abraços Fraternos!

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sábado, 22 de maio de 2010

Entender


Chegamos não sabemos nada,
crescemos confusos sem saber.
Nos dividimos sem destino.

Mas, perto de ir, começamos a
perceber. Se fizemos algo não
vimos, mas sabemos o que nos fez
fazer.

Eclésio Giovanni – Fragmentos tênues da Alma

sábado, 8 de maio de 2010

Hoje foi amanhã

Tempos, passaram tão rápidos, que não voltam,

se foram um dia algo, não tenho aquele mesmo

olhar que tinha, quando eram grandes.

 

O doce vento frio da saudade, outono, o outro

inverno belo, tempos retornando. Chuvas, frias

verdades, que despertam o mais indeciso,

janelas embaçadas.


Remonto um olhar de futuro que se foi, um,

que voltou do dia que existiu há alguns anos,

a frente do ir, é só vim, o que não foi.

Agasalho minha alma para protegê-la.


Sinto proteção e carinho do tempo,

presente no pretérito que nunca será

perfeito, sereno em uma manhã escura.

Passaram por nós todos, e nem vimos.

 

Eclésio Giovanni – Fragmentos tênues da Alma

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Retorno


A luz clara que paira sobe minha face,
remonta, monta , um passado que
já foi. A pele branca antes pura, forte
e lisa, agora amarela, amarrotada, dobrada.

Sente o peso eterno dos dias
que foram sem dizer adeus.
O sono que paira sobe minha alma
faz adormecer , e adormece o meu
coração antes desperto, guerreiro
entre amores. Sim já posso ouvir a
sinfonia eterna, o tom macabro de
um réquiem se aproxima.


A luz já não é tão clara, amarela,
vermelha, agora é negra.
O réquiem agora está sobe
tudo que fui.


Posso sentir o cheiro de orvalho,
como em uma manhã cinza,
chove.
Retorno para o começo.


Lord Eclesios Giovanni, abril de 2010.